Convidada (o)

Um dreadlock não é só um dreadlock

“Bom, meu nome é Alayê Imirá, tenho 22 anos. Meu nome e dos meus irmãos são de origem Africana. Addaê Abaré, o mais velho, significa Sol Nascente, Ayana Odara, a mais nova, Flor de Formosura. Meu nome significa “Possuidor de Vida”. Desde sempre nós tivemos contato com a cultura africana e já nascemos inseridos no meio do Movimento Negro de Belo Horizonte. Nossos pais sempre foram muito ativistas e sempre nos foi passado a importância de ser um negro assumido no Brasil. Por eles serem professores também, a educação dos filhos sempre foi a maior prioridade.

Eu estudei grande parte da minha vida em escola particular e ficava incomodado por ser um dos poucos negros do colégio inteiro. Não entendia, mas ficava incomodado por não ter tantas pessoas parecidas comigo. Digo parecidas sem usar aspas, porque realmente eu era diferente dos meus outros amigos brancos. O modo de tratamento era completamente diferente, o olhar, as atitudes, brincadeiras…

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SOBRE O BLOG
Extensão do projeto de mídia digital "Meu Cabelo Crespo é amor" voltado para o empoderamento sobre cabelos crespos e cacheados. Aqui você encontra uma reunião de textos e vídeos relacionados com os assuntos abordados na página do Facebook e no perfil do Instagram, assim como representatividade, feminismo, a questão racial e outros.
QUEM CRIOU

O ‘Meu cabelo crespo é amor’ foi criado pela jornalista Olívia Pilar – negra, crespa e feminista. O desejo de ter um projeto de mídia digital sempre existiu, mas precisava ser algo que pudesse realmente fazer a diferença (ou que ao menos fosse uma tentativa). Criar o blog é uma forma de comentar assuntos que completam a temática inicial abordada na página.
#ManifestoCrespoEAmor