Representatividade

Elogie uma miga negra

elogie

Quando eu decidi largar a química e deixar que meu cabelo voltasse ao seu estado “natural”, eu imaginei que várias coisas iriam acontecer. Imaginei que muita gente iria estranhar, que quando eu fizesse o Big Chop* muita gente iria torcer o nariz, imaginei também como ir em uma balada com ele todo crespo, imaginei minhas novas fotos, mas tem uma coisa, uma única coisa, e talvez a mais importante de todas, que eu não imaginei.

O laço que eu criaria com milhões de mulheres negras quando o meu cabelo ficasse todo crespo novamente.

A primeira vez que eu percebi que algo tinha mudado, foi exatamente no salão em que cortei meu cabelo. Recebi olhares lindos e compreensivos de todas as mulheres presentes, nem todas eram negras, claro, mas foram os olhares delas que me deram força para sair daquele salão e encarar a realidade: uma realidade em que algumas cabeças viram para te olhar, algumas caretas são feitas e, até mesmo, alguns comentários no meio do caminho.

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REPRESENTATIVIDADE: The Misadventures of Awkward Black Girl

Quando gostamos muito de algo, começamos a procura-lo e vários outros meios, certo? Então eu, que gosto muito de seriados, comecei a procurá-los em outros meios que não fosse o convencional. Por ser seriados, obviamente só iria encontra-los em meios que oferecessem a opção de vídeos. E, já sabendo da existência das webséries, encontrei aquela que se tornaria uma das produções que mais amo na vida toda: The Misadventures of Awkward Black Girl.

Essa produção maravilhosa, criada e estrelada pela Issa Rae (inclusive, essa pessoa deveria ser conhecida mundialmente), estreou em fevereiro de 2011 no Youtube. A websérie narra, basicamente, as situações diárias e constrangedoras de J, uma jovem mulher negra que trabalha em um call center para a empresa de uma pílula de emagrecimento, a Gutbusters. Nessa empresa, ela tem uma melhor amiga e várias pessoas que detesta. Além de uma paixão platônica. Continue reading

[VÍDEO] REPRESENTATIVIDADE: Rani e o Sino da Divisão

Um assunto que gosto muito de abordar e, provavelmente, você vai encontrar bastante aqui no blog ou em vídeos (ou já percebeu que é algo que eu gosto de falar) é a representatividade. Para quem não entende muito bem, quando falamos sobre representatividade queremos dizer que um produto cultural (ou outra coisa) possui representantes de alguma minoria. Essa minoria pode ser negra, LGBTTT, de mulheres, orientais etc. Então, eu resolvi começar a fazer vídeos falando sobre algumas coisas que gosto, como séries, filmes e livros, que tenham representatividade.

Nesse vídeo eu falei sobre um livro que eu AMO, do escritor Jim Anotsu e publicado pela Editora Gutenberg, que se chama Rani e o Sino da Divisão. Para quem gosta de literatura juvenil e ficção, esse livro é a escolha perfeita. E não só por isso, ele também possui algo que eu, desde que me afirmei como negra, busco sempre: uma representante com a qual eu me identifique (ou que eu possa imaginar outras meninas e meninos negras se identificando).

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REPRESENTATIVIDADE IMPORTA

(texto publicado originalmente aqui)

Quem me acompanha no twitter sabe o quanto a questão de igualdade racial é importante na minha vida. Ultimamente, vem sendo o assunto que eu mais exponho minha opinião e a Iris já tinha conversado comigo um tempo atrás, sobre a gente começar a fazer posts para empoderar os leitores do blog sobre algumas questões importantes da sociedade.
Então hoje eu resolvi falar um pouco sobre a importância da representatividade, focando principalmente em pessoas negras e produções da televisão brasileira (basicamente você também pode usar esse texto para analisar filmes e livros, porque geralmente é sempre a mesma coisa).

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AS MULHERES NEGRAS EM SÉRIES DE TV

(texto publicado originalmente aqui)
Como todo mundo sabe, ontem foi o dia da Consciência Negra (20 de novembro). E meu assunto preferido quando se trata de analisar algo, são as séries de TV – a televisão no geral e estudar esse tipo de meio de comunicação. Então eu pensei: como juntar os dois assuntos em um só? Como fazer um post mostrando por que devemos falar sobre racismo, negros na sociedade etc? Como trazer esse assunto para um lado mais pessoal?
A resposta veio logo em seguida quando parei para pensar em algo: quantas mulheres negras são protagonistas de uma série de TV? Quantas são protagonistas de uma novela? Quantas personagens negras são minhas personagens preferidas?
E quando eu digo protagonista eu quero realmente dizer aquela pessoa que tem o personagem PRINCIPAL da novela. Não o personagem de apoio, não um personagem que está ali somente para dizer que tem um negro na produção. Eu quero que vocês pensem: quantas mulheres negras? E então, para responder a minha própria pergunta, fui ao Banco de Séries olhar todas as séries que eu já vi na vida. A resposta é: poucas negras, muito poucas.

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SOBRE O BLOG
Extensão do projeto de mídia digital "Meu Cabelo Crespo é amor" voltado para o empoderamento sobre cabelos crespos e cacheados. Aqui você encontra uma reunião de textos e vídeos relacionados com os assuntos abordados na página do Facebook e no perfil do Instagram, assim como representatividade, feminismo, a questão racial e outros.
QUEM CRIOU

O ‘Meu cabelo crespo é amor’ foi criado pela jornalista Olívia Pilar – negra, crespa e feminista. O desejo de ter um projeto de mídia digital sempre existiu, mas precisava ser algo que pudesse realmente fazer a diferença (ou que ao menos fosse uma tentativa). Criar o blog é uma forma de comentar assuntos que completam a temática inicial abordada na página.
#ManifestoCrespoEAmor